O projeto INCT-Odisseia é financiado pela Chamada INCT – MCTI/CNPq/CAPES/FAPs n.16/2014, de apoio ao desenvolvimento de pesquisa e mobilização social para a busca de soluções para diversos problemas socioambientais enfrentados. O projeto se enquadra na categoria Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). O objetivo geral é entender os diferentes níveis de interação das dinâmicas sociais e ecológicas no contexto das mudanças climáticas, ambientais e sociodemográficas com a finalidade de encontrar, junto aos atores locais e a formuladores e executores de políticas públicas, possíveis soluções sustentáveis para adaptação. Estas soluções, atreladas à minimização dos impactos sobre o meio ambiente, têm o potencial de aumentar a capacidade de resistência a efeitos de eventos climáticos extremos e das mudanças climáticas e, de modo geral, promover uma melhoria na qualidade de vida da população. A proposta tem foco nas populações mais vulneráveis, nos meios rural e urbano de três biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Caatinga.

Objetivos & Resultados Esperados

Promover políticas públicas para adaptação sustentáveis no contexto das mudanças climáticas, ambientais e sociodemográficas nos biomas Amazônia, Caatinga e Cerrado.

Onde queremos chegar

  • Analisar as relações dos humanos com o meio ambiente diante das MC, ambientais e demográficas, elaborando novas metodologias de observação e monitoramento de indicadores especializados.

  • Gerar cenários prospectivos de evolução da vulnerabilidade, aos quais serão associadas recomendações para definir estratégias de adaptação, como ferramentas de ação pública e de resiliência dos territórios vulneráveis.

Rumo a um Observatório

A partir da síntese dos projetos componentes, nosso objetivo é propor uma metodologia interdisciplinar e ferramentas inovadoras para monitorar as dinâmicas das interações entre a sociedade nos diferentes biomas e o meio ambiente, para avaliar a vulnerabilidade das populações locais às mudanças climáticas, ambientais e sociodemográficas e entender como diferentes modos de governança permitem reforçar suas adaptações. O INCT ODISSEIA poderá contribuir para a implementação de instrumentos e políticas governamentais em vigor, como: a Política Nacional sobre Mudança do Clima, a Política Nacional de Ordenamento Territorial, a Política Nacional de Combate e Prevenção a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Pode também contribuir para um melhor desempenho de arranjos institucionais para o estudo das MC e seus efeitos, como o Painel Brasileiro sobre Mudanças Climáticas e Rede Clima – Rede Brasileira de Estudos sobre Mudanças Climáticas.

Fomentar aprendizagem social

Colocar a sociedade no centro do processo de construção do observatório:

  • Engajar os atores da sociedade civil e tomadores de decisão na pesquisa para favorecer o avanço de seus objetivos e compromisso com questões de desenvolvimento sustentável.

  • Promover a aprendizagem entre pesquisadores, tomadores de decisão e instituições civis por meio de escolas de verão e trabalhos de campo comuns.

  • Propor uma plataforma de colaboração para compartilhar dados, ferramentas e modelos de simulação para a construção de cenários.

Questões-Chave

  • Como estão mudando as condições ambientais e climáticas?
  • Como se adaptam as populações a essas mudanças, em suas práticas?
  • Como imaginam os atores locais suas adaptações às mudanças esperadas?
  • Essas adaptações podem reduzir a vulnerabilidade das populações e o seu impacto ambiental?
  • Como a governança poder promover adaptações a essas mudanças?

Organização do INCT em lotes de trabalho (LT)

O INCT está estruturado em Lotes de Trabalho (LT) que atuam de forma articulada nos diferentes sítios de pesquisa/atuação.

 

LT 1 – Observação, modelagem dos ecossistemas e paisagens.

Resultados esperados: Melhorar o conhecimento dos processos envolvidos nas características atuais dos ecossistemas estudados, e gerar informações sobre as suas evoluções potenciais no futuro. Identificar indicadores das alterações induzidas pelas atividades humanas e das mudanças climáticas. Propor, indicadores socioambientais permitindo acompanhar o estado do sistema estudado em relação às atividades dos atores (identificação de níveis críticos). Propor a espacialização dos indicadores socioambientais

LT 2 – Percepções, vulnerabilidade e adaptação dos atores locais em contexto de mudanças ambientais, econômicas e sócio-demográficas nas últimas décadas.

Resultados esperados: Identificar as condições locais de vulnerabilidade dos atores locais frente aos distúrbios ambientais (atributos de exposição e sensibilidade); analisar sua capacidade de adaptação e potenciais barreiras sociais, econômicas, culturais, cognitivas à sua adaptação; estudar as percepções dos atores locais das mudanças climáticas, ambientais e sociais nas últimas décadas, e entender seus impactos sobre a organização social e as estratégias de produção local; explorar perspectivas de melhoria da capacidade adaptativa local.

LT 3 – Análise institucional: evolução das estruturas de governança local e suas relações com as políticas públicas (incluindo as PP ambientais)

Resultados esperados: entender a evolução e a reconfiguração dos sistemas locais de governança dos recursos naturais e dos instrumentos de politicas ambientais e de desenvolvimento em função das novas normas ambientais e da agenda das mudanças climáticas.

LT 4 – Modelagem de acompanhamento socioambiental e cenarios prospectivos de vulnerabilidade

Resultados esperados: Compartilhar com os atores locais os conhecimentos sobre o sistema estudado e favorecer o diálogo entre os atores para encontrar medidas de resiliência / adaptação eficientes às mudanças globais, explorando juntos cenários prospectivos.

LT 5 – Transferência e restituições para a sociedade civil, tomadores de decisão e ao conjunto dos atores envolvidos

Resultados esperados: desenvolver estratégias e produtos que permitam restituir os dados coletados ao público estudado, além de promover a apropriação das informações, que possam levar a uma melhoria na dinâmica do uso da terra e da utilização dos recursos naturais, gerando, dessa forma, benefícios socioambientais.

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